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Prevenção e controle: o diagnóstico precoce é o melhor tratamento!

A Doença Falciforme é hereditária, sua característica principal trata-se de uma alteração na hemoglobina, que é a responsável pela coloração vermelha do sangue. Essa disfunção acaba por fazer com que o portador desenvolva anemia, crises com dores muito intensas e até mesmo alterações em alguns órgãos. A doença carrega esse nome, porque os glóbulos vermelhos se tornam rígidos e assumem o formato de “foice”, o que dificulta o fluxo do oxigênio para órgãos como o cérebro, o pulmões, os rins e outros.

No Brasil, estima-se que todos os anos, cerca de 3 mil novos casos da Doença Falciforme são registrados, além de 180 mil portadores do traço genético conhecido como falciforme, a chamada Hemoglobina S; sendo São Paulo, Minas Gerais e Bahia os locais com maior índice de casos. O diagnóstico ocorre na triagem Neonatal, através do Teste do Pezinho e também pelo exame de eletroforese de hemoglobina.

Os sintomas da doença se apresentam de diferentes maneiras, podendo variar de alguns muito leves até outros com maior intensidade. Dentre eles estão:

1. Crises de dor:  este é o sintoma mais comum, ele ocorre devido ao fato da doença falciforme provocar obstrução de pequenos vasos sanguíneos. Ela costuma ser mais frequente nos ossos e articulações.

2. Síndrome mão-pé: a dor percorre os vasos sanguíneos das mãos e dos pés, causando inchaço e vermelhidão local.

3. Infecções: pessoas com doença falciforme têm mais propensão a infecções e, principalmente, crianças, que podem ter mais pneumonias e meningites. Por esse motivo, elas devem tomar vacinas para prevenir tais complicações. Vale ressaltar que ao menor sinal de febre, é recomendado ir ao hospital para ser acompanhado. Isso vai controlar a infecção com mais facilidade.

4. Úlcera (feridas na perna): aparecem, geralmente, perto dos tornozelos na adolescência. As úlceras podem demorar anos para cicatrizar, se não forem bem cuidadas no início. Para evitá-las, os pacientes devem usar meias grossas e sapatos altos.

5. Sequestro do sangue no baço: esta é uma das mais graves, pois sendo o baço o órgão responsável por filtrar o sangue, em crianças portadoras da Doença Falciforme, o baço pode aumentar rapidamente de tamanho, absorvendo todo o sangue, impedindo sua passagem por outros órgãos e por consequência levando-as ao óbito,

Apesar da recorrência dos casos, grande parte da população não conhece essa patologia ou sequer faz ideia de sua gravidade. É por esse motivo que a data de 19 de junho foi escolhida estrategicamente como o Dia Mundial de Conscientização da Doença Falciforme, visando promover o conhecimento do público sobre a doença e os desafios dos pacientes, familiares e cuidadores. O tratamento é mais eficaz quando diagnosticado precocemente, por isso, recomenda-se o acompanhamento neonatal adequado, além de recorrer ao médico ao perceber um ou mais sintomas.

Previna-se.

Imago, cuidado que vai além da imagem.

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