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A mudança de SOP para SOMP: entenda o que muda e qual é o papel do ultrassom na investigação

A antiga Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP), uma das condições hormonais mais comuns entre mulheres em idade reprodutiva, passou a ser chamada de Síndrome Ovariana Metabólica Poliendócrina (SOMP).

A atualização da nomenclatura reflete um entendimento mais amplo da doença e destaca que ela vai além dos ovários, podendo afetar diferentes aspectos da saúde da mulher.

Mas, na prática, o que muda? E qual continua sendo o papel dos exames de imagem na investigação? Entenda a seguir.

Por que a SOP passou a se chamar SOMP?

A mudança de nome foi proposta por especialistas internacionais após anos de estudos sobre a condição.

O objetivo é representar de forma mais precisa a complexidade da síndrome, que não está relacionada apenas à presença de ovários policísticos.

Mulheres com SOMP podem apresentar alterações que envolvem diferentes sistemas do organismo, como:

  • alterações hormonais;
  • alterações metabólicas, incluindo resistência à insulina;
  • irregularidade menstrual;
  • dificuldade para engravidar;
  • acne e aumento de pelos;
  • maior risco para doenças metabólicas ao longo da vida.

O novo nome busca justamente refletir essa visão mais abrangente da condição.

O diagnóstico também mudou?

Apesar da atualização da nomenclatura, a forma de investigar a síndrome não mudou, permanece baseada na associação de diferentes informações.

O diagnóstico continua sendo realizado pelo médico a partir da avaliação clínica, do histórico da paciente, dos sintomas apresentados, dos exames laboratoriais e, quando indicado, dos exames de imagem.

Por isso, nenhum exame isoladamente confirma ou exclui o diagnóstico.

Qual é o papel do ultrassom transvaginal?

O ultrassom transvaginal continua sendo um importante aliado na investigação da SOMP.

Por meio dele, é possível avaliar a morfologia dos ovários, identificando características que podem estar associadas à síndrome, como o aumento do número de pequenos folículos e alterações no volume ovariano.

Além disso, o exame auxilia na investigação de outras condições ginecológicas que podem causar sintomas semelhantes, contribuindo para uma avaliação mais completa.

É importante destacar que um ovário com aspecto policístico no ultrassom não significa, obrigatoriamente, que a paciente tenha a síndrome. Da mesma forma, algumas mulheres com SOMP podem não apresentar alterações típicas ao exame de imagem.

Por isso, os resultados sempre devem ser interpretados em conjunto com a avaliação médica.

Quando procurar avaliação médica?

Sintomas como ciclos menstruais irregulares, dificuldade para engravidar, acne persistente, aumento excessivo de pelos ou ganho de peso associado a alterações hormonais merecem investigação.

Quanto mais precoce for a avaliação, maiores são as possibilidades de controlar os sintomas, prevenir complicações e promover qualidade de vida.